Posição das Mídias Sociais

Posição das Mídias Sociais

O surgimento das redes sociais vem junto da necessidade de relacionamento que o ser humano tem em sua essência.

Começa, em princípio, pelo desenvolvimento da tecnologia e das redes, que nos possibilitam trocar arquivos e dados, pensados inicialmente no desenvolvimento empresarial.

Assim que se torna mais fácil e comum o acesso à computadores, o interesse pessoal aumenta, e já não se usa mais a rede à serviço do interesse de trabalho, e sim como busca de informações e entretenimento, que faz com que a pessoa saia de sua rotina sem mesmo sair de casa.

Se há muitas pessoas conectadas num mesmo conteúdo, não seria legal se elas se vissem, se encontrassem, tornassem aquele momento mais pessoal?

As redes sociais chegam então como uma celebração, um encontro de pessoas próximas que talvez tenham se perdido durante o passar do tempo, e também pessoas de realidades diferentes que se interessam pelo mesmo assunto.

Para que se torne o mais próximo do que é, com as diferenças físicas e de personalidade bem traçadas, há a possibilidade de se caracterizar, com fotos em seus perfis, descrições de personalidade e interesse. Nesse momento o mundo virtual replica a vida real, e possibilita a extensão do diálogo, a prova de que se viajou pra tal lugar ou que se tem isso ou aquilo. Não se conta mais uma novidade que deseja espalhar pelo boca a boca, se posta, e aí cabe a quem quiser saber o que se passa, conectar-se a essa nova realidade.

Em um determinado tempo não se conhece alguém pessoalmente tão bem, quanto olhando seu perfil nas redes. E já não se interessa tanto pelo dia a dia vivido se não se conectar ao menos uma vez para saber o que está acontecendo.

Claro que com tanta informação sendo publicada a cada momento, o filtro do que se recebe fica sem controle e cabe a cada interessado prestar atenção naquilo que lhe convém. É a partir daí que o engraçado pode se mesclar com o assunto sério. A foto de um gatinho vem logo em seguida de uma matéria sobre impostos. Diferentes conteúdos aparecem num mesmo quadro, fazendo nos gastar mais tempo do que o que imaginávamos quando descemos o feed, no intervalo de tempo que nos sobra entre uma atividade e outra, e quando percebemos já estamos mergulhados num assunto que nem nos passava pela cabeça existir até um segundo atrás.

O acesso a internet, nos mais diversos dispositivos já é uma regra para participar da sociedade, não se finaliza mais um diálogo em uma noite. A esperança que ela nos dá é poder eternizar o momento, o dialogo e a relação pré estabelecida nas ferramentas sociais que também são extensões do que somos.

Se as redes podem centralizar informações diversas suficientes para suprir as necessidades, é importante então que as empresas estejam lá para esclarecerem seus papeis nessa nova sociedade tecnológica. Se essa necessidade cresceu dentro de um ambiente de relacionamento é dessa forma que ela deve se comportar, já que há mais perfis que podem manchar sua imagens do que seu único perfil que a defende. Não se compra mais por necessidade há muito tempo. Então criar um laço com seu possível consumidor o faz prestar atenção na empresa como um todo e não mais no sabor que tem.

Dentre todas essas possibilidade há também o encontro das causas, nunca antes ditas tão abertamente, nem tão repercutidas. A mobilizações sociais vêm com peso, em prol de um determinado assunto ou causa. O que se tornou importante e colocou as redes sociais em um outro patamar, como por exemplo nas constantes manifestações contra o governo, onde o assunto é muito discutido por pessoas que tem o mesmo interesse, mas se localizam em diferentes regiões, têm diferentes classes e estilos de vida. Essa trocas fortificam cada vez mais o papel das mídias sociais abertas e aumentam o grau de exigência dos usuário, onde o visual e o conteúdo tem quem ser cada vez mais pensado para ser aceito no meio social. É o poder e a voz da massa cada vez mais disseminados, ouvidos por quem concorda, discutido por quem não. A liberdade de expressão que pode ser vista de qualquer lugar, mas que não precisa encarar ninguém cara a cara.

Thalita Belisia
Gerente de Mídia

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